Como nasceu o Projecto Rainha Ginga das vossas mãos?
A nossa ginga nasceu quando partilhamos as nossas experiências como utilizadores da rua, e pelo sentimento mútuo de desconforto gerado ao passar tempo nela.
O caos, a circulação automóvel invasiva, a falta de conforto como peão, a falta de respeito com a identidade, história e cultura da principal artéria de circulação do centro da cidade de Luanda.
Detetamos grande potencial para uma revitalização urbana, de impacto, com o propósito de incluir e expandir-se para outras zonas da cidade.
Que impacto real vai trazer à sociedade?
Impacto económico e social, com foco nas questões ambientais, fomenta o turismo e deixa marcado a continuidade do glorioso percurso histórico da rua.
Trazer maior benefício para os utilizadores da rua, em todos os escalões.
Qual o timing de todo o projecto, quando estará finalizado?
Para implementação do projecto, dividimos a rua em 7 troços, com intervenções similares, mas de caracter distinto/individual. A implementação decorrerá em 5 anos.
O que significa este projeto para o Do lado B?
Para a Do Lado B significa muito mais do que deixar a nossa marca e contributo como agentes transformadores da cidade, representa trilhar um novo caminho, abrir espaço para movimentos, iniciativas de empreendedores locais, para dar vida e personalidade á metrópole que é Luanda.
Vocês têm sido pioneiros em muitas iniciativas Pretendem internacionalizar as vossas ideias ou focar-se em Angola?
Sim, em Angola já realizamos 3 projectos de revitalização urbana com activações.
O mercado Axi Luanda, um evento de 4 dias que acontece em zonas emblemáticas da ilha de Luanda, até então abandonadas.
O Naxixi Street, que foi a revitalização do túnel do Kinaxixi, promovendo a mobilidade, tornando o lugar mais seguro e um ponto de referência para trabalhos artísticos (filmagens, sessões fotográficas, etc).
O Mercado dos Mercadores, um mercado Pop Up, que teve lugar numa rua histórica da cidade, chamando á atenção para o caracter da mesma.
Sobre a nossa internacionalização acreditamos que, por ora, há muito por fazer no nosso país. Um passo de cada vez.